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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Programa de Redirecionamento de Asteriode

A ESA (Agência Espacial Européia) possui um programa de busca, registro e monitoramento de asteroides cujas órbitas possam coincidir com a da Terra, como discutido no artigo "Situação de Alerta Espacial". Do outro lado do Atlântico A NASA também possui seu programa relacionado à defesa contra um possível ataque de meteoro, chamado "Asteroid Grand Challenge". Essa iniciativa estimula que outros cientistas busquem por asteroides sendo toda ajuda é bem vinda, visto que a estimativa de asteroides descobertos em contraste com o número total de prováveis existentes em órbita solar é significativamente baixo.  Portanto é necessária uma colaboração global para que estejamos sempre alerta como verdadeiros defensores de nossa própria vida, haja visto que a Terra nada sofreria com "pequenos" arranhões. Ela se recupera bem sempre, mas nós e outros seres vivos não somos tão fortes (pergunte aos dinossauros).
A pesquisa da agência americana possui também uma até então inédita missão robótica em visita a um asteroide massivo próximo à Terra. A ação será redirecionar à órbita da Lua um fragmento da ordem de toneladas na década de 2020. Uma vez em órbita, astronautas irão coletar e retornar com amostras para estudá-lo. Essa missão faz parte de um plano para melhorar a experiência de voo e suas tecnologias, necessárias para a visita à Marte planejada para a década de 2030.
O robô que será utilizado na missão do redirecionamento de asteroide também realizará testes de deflexão de asteroides, demonstrando como se comportaria em caso de uma ameaça real de um bombardeio celestial.

Impressão artística de um asteroide caindo sobre a Terra. Crédito: ESA.




Fontes:



domingo, 6 de novembro de 2016

Ceres e a Montanha Solitária


Entre as órbitas de Marte e Júpiter poderia haver outro planeta rochoso. Mas a força gravitacional de Júpiter influenciou em uma possível formação, deixando um rastro de destroços em formatos variados orbitados o Sol. Desde muito pequenos, de caber em nossas mãos, até grandes os suficiente para ser considerado um planeta. Planeta anão, mas um planeta. Embora a estimativa seja de que deva haver até trilhões de asteroides vagando na região, Ceres se destaca como um gigante possuindo cerca de 25% do total da massa do chamado Cinturão de Asteroides e por um século e meio foi considerado parte integrante inclusive em nomenclatura. Ceres, o asteroide, em 2006 mudou-se para a sala dos planetas-anões, e foi o primeiro dentre eles a receber uma visita em sua órbita por uma sonda.
Em 2015 a Dawn entrou na órbita de Ceres, desbravando o mais próximo dos planetas anões. Uma fraca e temporária atmosfera pode ter sido detectada, sendo condizente com o vapor d'água previamente detectado.
Ceres também possui uma montanha peculiar. Sua montanha solitária, onde seu dragão (vide o romance de J. R. R. Tolkien) que nela viveu cuspia gelo ao invés de fogo. Isso porque ela não é só uma montanha, é provavelmente um vulcão que possui atividade geológica em seu passado recente (tendo sido formada no último bilhão de ano). Utilizando modelos 3D, imagens tiradas pela Dawn, dados de outros vulcões vistos em corpos celestes do sistema solar, a equipe que analisou os dados acredita que se trata de um criovulcão (que é um vulcão que não expele magma, mas alguma substância gelada).
Vulcões são esperados em corpos rochosos como a Terra ou congelados, como Enceladus. Mas Ceres é feito de sais, lama e provavelmente água, além de não possuir companheiros massivos próximos. O que levanta uma questão sobre a formação de vulcões e os requisitos para sua existência.

Imagem: NASA

Fatos sobre Ceres:

  • Dia: 9 horas
  • Ano: 1682 dias terrestres ou 4,6 anos terrestres
  • Raio: 476 quilômetros
  • Tipo de planeta: Anão
  • Luas: Nenhuma



Fontes:


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Expansão do Conhecimento: Missões Ativas da NASA

Juno - 2011 até 2018

Estudar o planeta Júpiter, o maior dentre os que orbitam o Sol. Júpiter, que possui o seu pequeno sistema solar, sendo ele a "estrela" e seus 67 satélites os "planetas". O que pode nos levar a aprender mais sobre a formação de um sistema como o solar. Além de responder algumas questões sobre a formação de planetas gasosos e seu papel em um sistema, como quando e a forma que se deu a captura do gás que originou nosso Sol, que é a mesma encontrada em Júpiter e nos outros gigantes gasosos Urano e Netuno (basicamente hidrogênio e hélio).
A missão disponibiliza um aplicativo para acompanhar a missão, inclusive em tempo real (http://eyes.jpl.nasa.gov/juno).


New Horizons - 2006 até 2015 (estendida a 2020)

Esta espaçonave já explorou o sistema de Plutão, revelando o planeta anão como nunca antes. Após o término do envio dos dados, a New Horizons continuará em frente, rumo a recém-descobertos objetos no cinturão de kuiper, nos ajudando a compreender como se comportam esses corpos celestes nos confins do sistema solar.


OSIRIS-REx - 2016 até 2023

A missão de coletar material de um asteroide no espaço e retornar à Terra com as amostras, não é novidade. Os japoneses foram os pioneiros com a Hayabusa, que já está em sua segunda missão, rumo a outro asteroide.
E a OSIRIS-REx planeja fazer o mesmo. Viajar a um asteroide (em 2018 está previsto sua chagada) próximo à Terra e trazer uma amostra de volta ao nosso planeta em 2023 a fim de estudá-la.


Curiosity - 2011 (sem previsão de final)

Já fomos à Marte em 1997 com a Pathfinder e em 2004 para estudos geológicos com a Spirit e a Opportunity, sendo que última ainda ativa. Agora voltamos com o objetivo de determinar a "habilidade" do planeta vermelho em abrigar vida microbiana.

Este auto-retrato de 09/Jan/2016 da Curiosity mostra o veículo em "Duna Namib", onde suas atividades incluíam arrastar-se na duna com uma roda e escavar amostras de areia para análise laboratorial.
Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS



Fontes:

http://solarsystem.nasa.gov/planets/jupiter/moons
http://www.nasa.gov/mission_pages/juno/main/index.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/newhorizons/main/index.html
http://www.nasa.gov/content/osiris-rex-overview
http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/index.html

Acessado em 03/11/2016


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Situação de Alerta Espacial: Defesa Contra Asteroides

A ESA (European Space Agency) possui uma operação chamada Space Situation Awareness, que encontra, cataloga e monitora asteroides em possível rota de colisão com a Terra. Apesar de parecer coisa de filme, o trabalho é sério e o perigo é estatisticamente provável.

Imagem: Alex Alishevskikh CC BY-SA 2.0 via http://www.flickr.com/photos/alexeya/


A Terra tem sido bombardeada com asteroides desde sua formação. A teoria aceita sobre a formação da Lua ter sido uma porção da massa da Terra arrancada por uma colisão com um astro do tamanho de Marte (hipótese do grande impacto, ou Big Splash hypothesis). Além disso, em 2004, Edward Belbruno e J. RichardGott III, ambos da Universidade de Princeton publicaram um artigo intitulado Where Did The Moon Come From? (De Onde Veio a Lua?). Nele, mostram como um astro com o tamanho parecido com o de Marte colide com a Terra, demonstrando como sua órbita seria perturbada, deixando-a caótica e causando a colisão.

Imagem: Dana Berry/SwRI


A história da Lua com a Terra ilustra um cenário que muito provavelmente ocorreu e que pode se repitir, visto que a ESA possui catalogadas até outubro de 2016 mais de 15 mil rochas espaciais. E o número não para de crescer (em 2013 era de 10 mil). Esses objetos são classificados como NEO (do inglês, Near-Erath Objects). Eles possuem diâmetros entre metros até dezenas de quilômetros, e suas órbitas se aproximam à da Terra, fazendo com que sejam um risco real, justificando a operação.
Apesar de a taxa de descoberta ter subido nos últimos anos (chegando a uma média de 30 descobertas por semana), resultando no número já citado, a população de NEOs é bem maior que 15 mil, com mais de 700 mil asteroides conhecidos em nosso sistema solar. E, segundo a ESA, há uma década atrás acreditavam ter classificado 90% dos NEOs até 100m de largura, mas agora sabem que foram apenas 10% destes e menos de 1% dos asteroides de 40m.
Há pouca chance, porém, dentre os NEOs classificados oferecerem algum risco real à Terra nos próximos 40 anos, como o que passou a 34 mil km da Terra, ao alcance de satélites de telecomunicações. O que leva parte dos esforços aos estudos de suas órbitas exóticas, ajudando a entender melhor nosso sistema solar.
ESA está desenvolvendo um novo grupo de telescópios para encontrar e monitorar NEOs, preparados para iniciar as operações em 2018, no Chile.


Fonte:

http://www.esa.int/Our_Activities/Operations/Space_Situational_Awareness/15_000_space_rocks_and_counting

http://edbelbruno.com/wp-content/uploads/2016/01/Belbruno-Origin_of_the_Moon2005.pdf

Acesso em 01/11/2016