Mostrando postagens com marcador Sistema Solar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sistema Solar. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Enceladus: Potencial Abrigo de Vida

No ano de 1789 quando William Herschel avisou uma nova terra, não fazia idéia do que poderia ter naquele novo mundo, tal qual um navegador com uma carta náutica que contém um continente inédito. Fato é que até no início dos anos 1980 quando ambas as naves Voyager chegaram perto do suposto mundo congelado a humanidade conheceu algo sobre ele. De fato, ele é coberto de gelo e reflete quase 100% da luz solar, fazendo com que sua superfície seja extremamente fria (-200ºC).
Mas foi somente em 2005 quando a Cassini encontrou a sexta maior lua de Saturno recebemos dados mais detalhados sobre sua geologia.
Seus pólos se distinguem visualmente de forma clara. No norte várias crateras marcam a superfície, enquanto que no sul há marcas tectônicas.

Crédito: NASA/Cassini


Se baseando na Terra, onde há água há vida. E se em Enceladus tiver essa característica em comum com a Terra, encontraremos algum tipo de vida, pois já evidências de que há um oceano logo abaixo da superfície. As medições sugerem que o sob o pólo sul, a 10 quilômetros de profundidade e que sobre esse mar há uma camada de gelo de 30 a 40 quilômetros de espessura.
A água desse oceano é o que provavelmente alimenta o gêiser que a Cassini descobriu, cujos jatos cobrem 3 vezes o raio de Enceladus a uma velocidade de 400 metros por segundo.

Com sua química, calor interno e oceano global, Enceladus se tornou um mundo promissor de busca por vida extraterrestre.


Características:

Raio: 252 km
Gravidade: 0,113 m/s²
Período Orbital: 33 horas
Descobrimento: 1789


Nome

Enceladus foi escolhido por John Herschel, filho do descobridor. O nome escolhido foi o gigante da mitologia grega por causa de Saturno (Cronos), que era o líder dos Titãs.




Fontes:




domingo, 6 de novembro de 2016

Ceres e a Montanha Solitária


Entre as órbitas de Marte e Júpiter poderia haver outro planeta rochoso. Mas a força gravitacional de Júpiter influenciou em uma possível formação, deixando um rastro de destroços em formatos variados orbitados o Sol. Desde muito pequenos, de caber em nossas mãos, até grandes os suficiente para ser considerado um planeta. Planeta anão, mas um planeta. Embora a estimativa seja de que deva haver até trilhões de asteroides vagando na região, Ceres se destaca como um gigante possuindo cerca de 25% do total da massa do chamado Cinturão de Asteroides e por um século e meio foi considerado parte integrante inclusive em nomenclatura. Ceres, o asteroide, em 2006 mudou-se para a sala dos planetas-anões, e foi o primeiro dentre eles a receber uma visita em sua órbita por uma sonda.
Em 2015 a Dawn entrou na órbita de Ceres, desbravando o mais próximo dos planetas anões. Uma fraca e temporária atmosfera pode ter sido detectada, sendo condizente com o vapor d'água previamente detectado.
Ceres também possui uma montanha peculiar. Sua montanha solitária, onde seu dragão (vide o romance de J. R. R. Tolkien) que nela viveu cuspia gelo ao invés de fogo. Isso porque ela não é só uma montanha, é provavelmente um vulcão que possui atividade geológica em seu passado recente (tendo sido formada no último bilhão de ano). Utilizando modelos 3D, imagens tiradas pela Dawn, dados de outros vulcões vistos em corpos celestes do sistema solar, a equipe que analisou os dados acredita que se trata de um criovulcão (que é um vulcão que não expele magma, mas alguma substância gelada).
Vulcões são esperados em corpos rochosos como a Terra ou congelados, como Enceladus. Mas Ceres é feito de sais, lama e provavelmente água, além de não possuir companheiros massivos próximos. O que levanta uma questão sobre a formação de vulcões e os requisitos para sua existência.

Imagem: NASA

Fatos sobre Ceres:

  • Dia: 9 horas
  • Ano: 1682 dias terrestres ou 4,6 anos terrestres
  • Raio: 476 quilômetros
  • Tipo de planeta: Anão
  • Luas: Nenhuma



Fontes:


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Expansão do Conhecimento: Missões Ativas da NASA

Juno - 2011 até 2018

Estudar o planeta Júpiter, o maior dentre os que orbitam o Sol. Júpiter, que possui o seu pequeno sistema solar, sendo ele a "estrela" e seus 67 satélites os "planetas". O que pode nos levar a aprender mais sobre a formação de um sistema como o solar. Além de responder algumas questões sobre a formação de planetas gasosos e seu papel em um sistema, como quando e a forma que se deu a captura do gás que originou nosso Sol, que é a mesma encontrada em Júpiter e nos outros gigantes gasosos Urano e Netuno (basicamente hidrogênio e hélio).
A missão disponibiliza um aplicativo para acompanhar a missão, inclusive em tempo real (http://eyes.jpl.nasa.gov/juno).


New Horizons - 2006 até 2015 (estendida a 2020)

Esta espaçonave já explorou o sistema de Plutão, revelando o planeta anão como nunca antes. Após o término do envio dos dados, a New Horizons continuará em frente, rumo a recém-descobertos objetos no cinturão de kuiper, nos ajudando a compreender como se comportam esses corpos celestes nos confins do sistema solar.


OSIRIS-REx - 2016 até 2023

A missão de coletar material de um asteroide no espaço e retornar à Terra com as amostras, não é novidade. Os japoneses foram os pioneiros com a Hayabusa, que já está em sua segunda missão, rumo a outro asteroide.
E a OSIRIS-REx planeja fazer o mesmo. Viajar a um asteroide (em 2018 está previsto sua chagada) próximo à Terra e trazer uma amostra de volta ao nosso planeta em 2023 a fim de estudá-la.


Curiosity - 2011 (sem previsão de final)

Já fomos à Marte em 1997 com a Pathfinder e em 2004 para estudos geológicos com a Spirit e a Opportunity, sendo que última ainda ativa. Agora voltamos com o objetivo de determinar a "habilidade" do planeta vermelho em abrigar vida microbiana.

Este auto-retrato de 09/Jan/2016 da Curiosity mostra o veículo em "Duna Namib", onde suas atividades incluíam arrastar-se na duna com uma roda e escavar amostras de areia para análise laboratorial.
Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS



Fontes:

http://solarsystem.nasa.gov/planets/jupiter/moons
http://www.nasa.gov/mission_pages/juno/main/index.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/newhorizons/main/index.html
http://www.nasa.gov/content/osiris-rex-overview
http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/index.html

Acessado em 03/11/2016


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Os Longínquos Planetas Anões: MakeMake


Imagem conceitual: NASA, ESA, e A. Parker (Southwest Research Institute)


A cada 310 anos terrestres a ainda pouco estudada rocha errante completa uma volta em torno do Sol, cobrindo uma região chamada de Cinturão de Kuiper, sendo catalogado como um objeto transnetuniano. Os cientistas acreditam que Makemake seja pouco menor que Plutão.

Juntamente com Eris, a descoberta de MakeMake ajudou a impulsionar a União Internacional Astronômica à criação da nova categoria de planetas às quais pertencem ambos os novos astros.

Sua atmosfera é constituída predominantemente de metano congelado, que segundo Michael Brown, membro do time de descobridores de Makemake, disse que apesar de cientificamente interessante, o fato não ajudou a escolher um nome. Após o bloqueio momentâneo de idéias, pensou na ilha de páscoa, nos Rapa Nui e seu deus da fertilidade. Problema resolvido.

Uma lua foi observada pelo telescópio Hubble em abril de 2015 e anunciada em 2016 no mesmo mês. Possui 160 km de diâmetro e orbita Makemake a 20.920 km de distância. As imagens sugerem que o satélite é escuro como carvão, em contrapartida de seu companheiro maior, que é bastante luminoso. A explicação seria pela gravidade baixa e logo não conseguiria manter uma superfície com gelo para refletir a luz solar.

Imagem: NASA, ESA, e A. Parker e M. Buie (SwRI)

Fontes:

http://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/hubble-discovers-moon-orbiting-the-dwarf-planet-makemake

http://solarsystem.nasa.gov/planets/makemake/indepth

acesso em 31/10/2016

sábado, 29 de outubro de 2016

Os Longínquos Planetas Anões: Plutão e Seu Novo Horizonte

Quando se pensava nas melhores imagens já tiradas de Plutão antes da missão New Horizons era como olhar marte em um telescópio refrator de qualidade duvidosa. Tudo mudou quando a aproximação orbital para o outrora nono planeta chegava. Os primeiros dados e, claro, as primeiras imagens, ainda que de baixa resolução, chegaram revelando uma ausência de novos satélites orbitando o mais famoso dos planetas anões. Com os dados seguintes e as fotos em alta resolução o pequeno rochoso não parecia mais tão distante. Sua superfície nos fora revelada. Sua fina atmosfera é azulada. Há montanhas de até 3.500 metros de altura, planícies congeladas e terrenos acidentados cortados pelo que provavelmente são geleiras.

Imagem: JPL/NASA

A imagem possui 1.250 km de largura e foi tirada a 18.000 km de distância.






Fontes:

http://solarsystem.nasa.gov/planets/pluto/indepth
http://www.nasa.gov/feature/new-horizons-returns-last-bits-of-2015-flyby-data-to-earth

acesso em 29/10/2016

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Os Longínquos Planetas Anões: Haumea

Imagem: snowfall the cat
Um peculiar objeto transnetuniano gira em torno de si a cada 4 horas, o que possivelmente cause sua aparência ovalada (figura). Sua superfície gélida contrasta com a acalorada disputa pelo crédito de da descoberta do primeiro planeta anão desde plutão em 1930 e o privilégio de seu batismo. Michael E. Brown e Jose luis Ortiz dividem o descobrimento (não segundo a NASA), mas o nome partiu da equipe de Brown no Caltech por motivos não esclarecidos pela IAU.
Seu diâmetro é comparável ao de Plutão e sua mancha avermelhada o faz lembrar de Marte. Este plutoniano também é rochoso e possui dois satélites, que se acredita terem surgido de uma massiva colisão há bilhões de anos além de, possivelmente, ter iniciado sua rápida rotação.

Dados Técnicos

Tamanho:*
1.960 x 1.518 x 996 km
[0,11 x Tamanho da Terra]

Semieixo maior orbital:
(Distância média do Sol)
43.335 AU
(Terra = 1 AU)
Massa:
4,2 x 1021 quilogramas
(0,0007 x Massa da Terra)

Excentricidade orbital:
0,18874
Densidade:
2.600-3.300 kg/m3
(0,47-0,60 x Densidade da Terra)

Distância máxima do Sol:
51,526 AU
( 7,708 bilhões km)

Gravidade na Superfície:


0,44 m/s2
(0,045 x Gravidade da Terra)



Distância mínima do sol:


35,164 AU
( 5,260 bilhões km )
Temperatura de superfície:
32 K
( -241° C)

Distância Mínima da Terra:
34,147 AU
( 5,108 bilhões km )
Inclinação do eixo:
desconhecida

Inclinação orbital:

28,19°
Período Rotacional sobre Eixo:
(Duração do dia de Haumea)
3 hrs 55 min

Período de Revolução sobre o Sol:
(Duração do ano de  Haumea)
285,4 anos



Satélites:
2 conhecidos


Tabela: http://www.windows2universe.org/our_solar_system/dwarf_planets/haumea_statistics.html


Imagem: 
NASA/JHUAPL/SwRI/Alex Parker







segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Cinturão de Kuiper: Um Local de Caça


É madrugada de inverno. Está na hora de caçar. Através da lente da luneta faz um ajuste. O local e a distância são incertos, porém sua dimensão, massa e magnitude são aproximadamente conhecidas. Isso, caso ele exista. A possibilidade de um encontro visual acelera o pulso do caçador. O computador está com o software conectado à câmera no telescópio. A cafeteira cessa seu ruído. A fonte de estimulante está pronta. O caçador agarra uma coberta, abre uma página aleatória de um livro de contos e se acomoda em uma poltrona.


O pequeno observatório fora construído em uma pequena propriedade adquirida há 2 anos. O falecimento da esposa não ajudou, mas seus filhos sim. O incentivo foi acalorante, reacendendo sua chama de caçador de errantes. Não se sentia mais sozinho, todos estavam com ele.

Algumas noites depois de reiniciar sua jornada, o caçador sucumbiu. Câncer era sua constelação predileta quando observava o céu em sua infância, sem saber da ironia que o futuro reservava. Seus herdeiros prometeram continuar a jornada do caçador, usando sua queda para unir os discípulos.

1000 UA longe do pequeno observatório um corpo gélido de -226 ºC de tamanho comparável ao dos gigantes gasosos do sistema solar se move lentamente em sua viagem elíptica ao redor do sol de pouco mais de 10 mil anos. A escuridão está a seu favor, a estrela mais próxima é fracamente refletida, resultando em uma magnitude de +25 na escala astronômica.




    Imagem: https://pjmedia.com/vodkapundit/2016/01/20/the-ninth-planet-redux/
 
Fonte:

http://www.bbc.co.uk/newsbeat/article/35996096/planet-9-is-not-going-to-kill-us
http://earthsky.org/space/evidence-9th-planet-dps-october-2016
http://phys.org/news/2016-08-ninth-planet-reveals-extremely-distant.html