Imagem conceitual: NASA, ESA, e A. Parker (Southwest Research Institute)
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Imagem: NASA, ESA, e A. Parker e M. Buie (SwRI)
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Com ênfase nas experiências astronômicas do autor, este blog também dá importância às notícias mais importantes e fenômenos da astronomia e astronáutica.
Imagem conceitual: NASA, ESA, e A. Parker (Southwest Research Institute)
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Imagem: NASA, ESA, e A. Parker e M. Buie (SwRI)
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Dados ajudarão a estudar dinâmica de formação de novas estrelas.
Uma parceria entre pesquisadores europeus e da Nasa obteve uma espécie de "guia do mochileiro da galáxia" -- em especial para os interessados em saber onde as futuras estrelas da Via Láctea vão nascer. As observações, feitas pelo telescópio Apex, situado no Chile, formam um novo atlas das regiões internas da nossa galáxia, que estão repletas de "nós" densos de poeira cósmica.
O guia para astrômomos, apelidado de Atlasgal, revela a estrutura de larga escala da Via Láctea vista à luz de comprimento de onda submilimétrico (faixa de radiação que fica entre o infravermelho e as ondas de rádio). Para obter as imagens, os especialistas se aproveitaram da posição privilegiada do telescópio Apex, que foi construído a uma altitude de 5.100 m, num platô dos Andes chilenos. Essa localização ajuda a obter imagens em comprimento de onda submilimétrico, já que só em condições atmosféricas muito secas esse tipo de "fotografia" do Cosmos fica boa.
O chamado meio interestelar (entre as estrelas) captado no novo atlas do céu é composto por gás (basicamente hidrogênio) e poeira, que mais parece areia fina ou fuligem. Em alguns locais, surgem amontoados densos de poeira e gás, muitos dos quais nunca vistos pelos astrônomos antes, que marcam o provável local do futuro nascimento de estrelas de grande massa.
Outros marcos do mapa são a região central da Via Láctea, uma nuvem maciça e densa de gás molecular chamada de Sagitário B2 e uma bolha de gás em expansão conhecida como RCW120, em torno da qual a formação de novas estrelas já pode ser vista.

O Lulin, descoberto por astrônomos na China e em Taiwan em 2007, passa pela Terra para nunca mais voltar.
O carnaval deste ano chega acompanhado por um sinal do céu: o cometa Lulin, descoberto em 2007, atingirá aproximação máxima com a Terra na Terça-Feira Gorda, 24 de fevereiro. Mas o Lulin já está no céu: no próximo diz 15, por exemplo, ele nasce às 22 horas.
"A melhor hora de visibilidade será de madrugada, mais especificamente às 3 horas da manhã", diz o coordenador de cometas da Rede de Astronomia Observacional (REA), Alexandre Amorim. "Ele estará próximo de Spica, estrela de primeira magnitude da constelação de Virgem".
A rota do Lulin, de 12 a 27 de fevereiro de 2009, com posições para as 23h, hora de Brasília
Amorim diz que o cometa fará conjunção com o planeta Saturno no dia 23, "que será visível durante toda a noite". No fim do mês, em 27 de fevereiro, ele estará próximo de outra estrela muito brilhante, Régulus, na constelação de Leão.
O período de 23 a 27 é o melhor para observar o cometa, diz o astrônomo Tasso Napoleão, um dos coordenadores do Ano Internacional da Astronomia (IYA, na sigla em inglês) no Brasil. Além de coincidir com a aproximação máxima entre o Lulin e a Terra - 61 milhões de quilômetros, ou pouco mais de um terço da distância entre nós e o Sol -, essa será também uma época de lua nova, o que significa que não haverá luz lunar ofuscando a visão do cometa.
Traçado da trajetória do Lulin, com a posição relativa aos planetas internos do Sistema Solar
"As estimativas de brilho do Lulin para a semana preveem magnitude em torno de 5, o que significa que deverá ser perceptível com lunetas ou pequenos binóculos, mas dificilmente a olho nu", diz Napoleão.
Amorim recomenda binóculos com lentes de 50 milímetros e aumento de entre sete e dez vezes para enxergar o Lulin. Ele sugere que quem quiser tentar ver o cometa busque se afastar da poluição luminosa de centros urbanos. "O cometa tem o aspecto de um astro nebuloso e a sua visibilidade é fortemente prejudicada pela iluminação das grandes cidades", explica.
Foto do Lulin feita com câmera digital em 31 de janeiro por Wilton Costa, de Brasília/DF
Atividades envolvendo o Lulin - que deve o nome ao observatório de Taiwan onde foi feita a foto do céu que o revelou - estão na programação brasileira do IYA. No dia 26, o professor Oscar Matsuura, da USP, fará palestra no planetário de São Paulo sobre o assunto. A palestra será seguida por observações do cometa com telescópio, "se as condições meteorológicas forem favoráveis", diz Napoleão.
A oportunidade de observar o Lulin, ou C/2007 N3, como também é conhecido, é única. "Este não é um cometa periódico, e não retornará mais depois desta passagem", explica Napoleão.
FONTE: ESTADÃO - Vida & Ciência
Jornal do Brasil
NOVA YORK - A antiga teoria de que as estrelas migram é sustentada num novo estudo publicado na revista Astrophysical. Segundo a pesquisa, cerca da metade das estrelas em nossa vizinhança celestial podem ter viajado longas distâncias pela Via Láctea, e o Sol pode ser uma delas.
Em simulações computadorizadas de uma galáxia hipotética semelhante à Via Láctea, em prazo de 10 bilhões de anos, o diretor científico do estudo, Rok Roskar, constatou que, sob as condições corretas, um braço em espiral da galáxia poderia arremessar uma estrela a uma órbita circular mais ou menos ampla.
– As pessoas presumem que assim que uma estrela se forma no interior de um disco galáctico, ela se mantém em órbita mais ou menos fixa em torno de sua galáxia. A realidade pode ser bem mais complicada e interessante que isso – afirmou Roskar, estudante de pós-graduação em astronomia na Universidade de Washington, em Seattle.
A simulação, que demandou mais de 100 mil horas de uso de computador, sustenta a teoria de que as estrelas migram, uma idéia já antes sugerida, segundo Roskar.
– As estrelas podem se mover na direção do centro da galáxia ou para a periferia, enquanto mantêm uma órbita circular.
E existe uma chance de 50% de que o nosso Sol tenha feito isso, de acordo com a simulação. A pesquisa também sugeriu que cerca da metade das estrelas em um raio de 130 anos-luz de nosso Sol fizeram viagens galácticas como essas.
As estrelas são feitas de metais pesados e materiais que elas extraem de seu ambiente ao nascer. O conhecimento convencional dispõe que os ingredientes das estrelas – medidas por espectrógrafos ou análise cromática – nos informam sobre a região galáctica onde uma estrela foi formada.
Mas caso as constatações da equipe de Roskar sejam verdadeiras, as estrelas não necessariamente se originariam no local em que foram observadas, o que tornaria difícil a análise de regiões galácticas com base na composição dos astros. Para Roskar, as constatações “oferecem uma explicação interessante” para a variação em composição química de estrelas.
O astrônomo da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Jerry Sellwood, que estudou a migração de estrelas, afirma que os resultados de Roskar ajudam a deitar luz sobre aspectos anteriormente intrigantes.
– Esse é um trabalho que altera algumas de nossas idéias básicas sobre como podemos compreender a história da Via Láctea, com base no estudo daquilo que vemos hoje.
[00:31] - 01/10/2008

"É como se a Terra e Vênus tivessem colidido um com o outro", disse um dos autores do trabalho, Benjamin Zuckerman, da Universidade da Califórnia, Los Angeles. "Astrônomos nunca tinham visto algo assim antes. Aparentemente, granedes colisões catastróficas podem ocorrer em sistema s solares maduros".
"Se houvesse algo em qualquer um dos planetas, a colisão maciça teria varrido tudo em questão de minutos... a extinção definitiva", diz o co-autor Gregory Henry, da Universidade estadual do Tennessee. "Um disco de poeira emissora de raios infravermelhos ao redor da estrela é a testemunha silenciosa do evento".
Zuckerman, Henry and Michael Muno, um astrônomo que na época da pesquisa atuava no Instituto de Tecnologia da Califórnia, estavam estudando a estrela BD+20 307, cercada por uma quantidade de poeira 1 milhão de vezes maior que a circunda o Sol.
"Esperávamos ver que BD+20 307 era uma estrela jovem, com poucos milhões de anos, e a poeira marcaria os estágios finais da formação do sistema planetário", disse Muno.
Essas expectativas se frustraram, no entanto, quando a astrônoma Alycia Weinberger anunciou que BD+20 307 era uma estrela binária - duas estrelas girando em torno de um centro comum.
Novos dados revelaram que as estrelas que compõem o par são muito semelhantes em tamanho, composição e massa ao Sol. Os cientistas explicam que a colisão entre os planetas não foi observada diretamente, mas deduzida a partir da idade das estrelas e do fato de a nuvem de poeira estar a uma distância do par semelhante á que separa o Sol da Terra e Vênus. Se a hipótese estiver correta, esse também representa o primeiro sinal de planetas em torno de uma estrela binária.
Os pesquisadores envolvidos no estudo lembram que simulações da estabilidade do Sistema Solar não descartam a possibilidade de uma colisão de Mercúrio com a Terra ou Vênus, numa escala de bilhões de anos.
Zuckerman lembra que a teoria predominante para a origem da Lua envolve a colisão da Terra com uma massa planetária no passado.
Nuno Peixinho, que pertence ao Grupo de Astrofísica da Universidade de Coimbra, disse hoje à agência Lusa que a teoria «não é perfeita», mas «é interessante e não pode ser rejeitada com base nos dados actuais da observação».
Este cientista trabalha actualmente no Instituto de Astronomia da Universidade do Havai (EUA), onde faz pós-doutoramento, tendo como área de especialização os pequenos corpos do Sistema Solar exterior, nomeadamente a Cintura de Kuiper, objectos trans-neptunianos, centauros, planetas anões exteriores e famílias associadas.
Também a fazer investigação pós-doutoral em Astronomia naquela universidade norte-americana está outro cientista português, Pedro Lacerda, igualmente do Grupo de Astrofísica da Universidade de Coimbra, que estuda em particular as propriedades físicas dos pequenos objectos do Sistema Solar.Segundo Nuno Peixinho, a hipótese da existência de um planeta com cerca de metade da massa da Terra foi proposta pelo astrónomo brasileiro Patryk Sofia Lykawka, cujo trabalho conhece bem, em colaboração com o Professor japonês Tadashi Mukai (da Universidade de Kobe), seu orientador de tese, para explicar várias características já conhecidas da Cintura de Kuiper.
Esta «cintura» é uma região que circunda o Sistema Solar, para além da órbita de Neptuno, e que é habitada por centenas de milhar de objectos gelados, na sua maioria com tamanhos entre um e mil quilómetros de diâmetro, entre os quais se contam Plutão, descoberto em 1930, e Eris, ligeiramente maior e descoberto em 2005.
Na perspectiva de Lykawka, o suposto planeta terá cerca de metade da massa da Terra e a sua órbita será 100 vezes mais distante do Sol do que da Terra.«Uma teoria só por si tem pouco valor científico até ser confirmada experimentalmente, e a teoria de Lykawka ainda terá de enfrentar os testes que ele próprio, corajosamente, propõe», diz Nuno Peixinho.
Com efeito, o estudo contém uma lista de previsões que poderão ser testadas através de observações nas próximas décadas.
«Infelizmente», considera o astrónomo português, «as previsões não são suficientemente precisas para que se possa apontar um telescópio para um determinado sítio, como aconteceu com Neptuno em 1846, e se veja se o planeta está lá».
Além disso, acrescenta, «mesmo na fase em que se encontra mais perto do Sol esse planeta brilhará menos que Plutão».
Segundo a teoria exposta quinta-feira no Japão, o novo planeta corresponderia à nova definição adoptada em 2006 pela União Astronómica Internacional (UAI), que exclui Plutão da categoria de planeta de pleno direito do sistema Solar.O «planeta» estaria situado a 12.000 milhões de quilómetros da Terra e rodaria em torno do Sol numa órbita elíptica cada 1.000 anos, num plano inclinado de 20 a 40 graus, segundo cálculos realizados a partir de efeitos gravitacionais observados em Neptuno.
O estudo, com a chancela do Professor Tadashi Mukai, será publicado em Abril no Astronomical Journal, editado pela Sociedade Astronómica Americana.
Os oito planetas do Sistema Solar plenamente dignos desse nome são agora Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
No entanto, o novo «planeta» poderá ganhar o lugar perdido por Plutão no Sistema Solar se existir de facto, se for suficientemente maciço para se manter esférico devido à sua própria gravidade e se mantiver a sua órbita limpa de outros pequenos objectos, admite Nuno Peixinho.
Diário Digital / Lusa