Neste sábado, 24/05, haverá mais um "Na Rua de Olho pra Lua", evento do GEDAL em parceria com o MCTL(Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina). O evento será realizado, como de costume, na praça Nishinomyia (em frente ao aeroporto) e contará com alguns telescópios dos membros do GEDAL disponíveis para o público, além das atividades do MCTL com experimentos de física e química. Nos telescópios serão observados principalmente saturno com seu magnífico sistema de anéis e a lua, com suas crateras e relevos. E, entre os telescópios e os experimentos, palestras e vídeos com temas relacionados a astronomia serão exibidos.
Uma atração a mais será feita neste "Na Rua de Olho pra Lua": o sorteio de um telescópio caseiro feito por mim. Porém, infelizmente não estarei presente, mas qualquer dúvida sobre a luneta, seja sobre a construção ou sua utilização, me enviem comentários ou e-mail's.
Com ênfase nas experiências astronômicas do autor, este blog também dá importância às notícias mais importantes e fenômenos da astronomia e astronáutica.
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
Para construir uma luneta caseira
Saudações Astronômicas!
Finalmente vou postar algo sobre a construção desses pequenos instrumentos que, para muitos, podem ser as portas para um novo e incomensurável universo! Nesses posts sobre a trajetória completa sobre a construção de uma luneta astronômica serão expostos vários aspectos que orbitam a luneta de baixo custo, tais como finalidades, os materiais empregados e onde encontrá-los no comércio, uso e aplicações, entre outros.
Para começar, vamos falar sobre do que é feito este instrumento. A luneta caseira é constituída de uma lente objetiva (lente que capta a luz) feita numa óptica comum; canos de esgoto, um monóculo de fotografia ou uma lente de máquina fotográfica para usar como ocular (onde se vê a imagem). É isso, 2 lentes e canos, nada mais.
Percepção
Com ela, pessoa que a construiu, se não tiver conhecimento algum sobre o céu noturno e astronomia, não vai estar fazendo as coisas do modo correto. Mas por que? Por quê uma pessoa sem conhecimentos prévios de astronomia e uma experiência básica observacional não iria se maravilhar com o que exite do outro lado da porta para o novo universo? Simplesmente porque para poder se maravilhar é preciso saber o que se está vendo para entender e, somente assim, conquistar um nível a mais de percepção. Quando se consegue subir este primeiro nível, uma de euforia incontrolável nos toma as emoções.
Antes de construir
E como, então, alguém pode alcançar tal nível de percepção com poucos recursos? E mais, compartilhar com outras pessoas? A resposta possui 2 caminhos: Se você conhece ou ouviu falar de alguém já iniciado na observação astronômica, vá atrás dessa pessoa. Pergunte a ela sobre referências na área observacional e observe o céu noturno junto com essa pessoa (quanto mais pessoas, melhor!).
Agora, se você não conhece e muito menos ouviu falar de alguém que tenha um mínimo de conhecimento sobre astronomia, então mãos à obra! Você terá que descobrir o universo sozinho! Mas não se preocupe, nada que um livro, uma carta não resolvam.
No caso do livro, procure por introdução a astronomia observacional ou astronomia amadora. Uma indicação pessoal é o "Manula do Astrônomo Amador", de Jean Nicolini (http://books.google.com.br/books?id=40pEAAAACAAJ&dq=manual+do+astr%C3%B4nomo+amador).
Bom, depois do livro a carta. Esta carta é uma carta celeste, mas que pode ser substituída por um planisfério (http://www.if.ufrgs.br/~fatima/planisferio/planisferio.html), que é muito mais fácil para o iniciante que uma carta.
Com um conhecimento prévio e um planisfério em mãos, é só praticar as observações e continuar lendo sobre o assunto em revistas e na internet.
Depois de passar por estas etapas, a aquisição de um binóculo é indicada e, posteriormente de um telescópio de pequeno porte (lembrando que a luneta é uma alternativa ao binóculo ou instrumento didático para crianças e adolescentes).
Finalmente vou postar algo sobre a construção desses pequenos instrumentos que, para muitos, podem ser as portas para um novo e incomensurável universo! Nesses posts sobre a trajetória completa sobre a construção de uma luneta astronômica serão expostos vários aspectos que orbitam a luneta de baixo custo, tais como finalidades, os materiais empregados e onde encontrá-los no comércio, uso e aplicações, entre outros.
Para começar, vamos falar sobre do que é feito este instrumento. A luneta caseira é constituída de uma lente objetiva (lente que capta a luz) feita numa óptica comum; canos de esgoto, um monóculo de fotografia ou uma lente de máquina fotográfica para usar como ocular (onde se vê a imagem). É isso, 2 lentes e canos, nada mais.
Percepção
Com ela, pessoa que a construiu, se não tiver conhecimento algum sobre o céu noturno e astronomia, não vai estar fazendo as coisas do modo correto. Mas por que? Por quê uma pessoa sem conhecimentos prévios de astronomia e uma experiência básica observacional não iria se maravilhar com o que exite do outro lado da porta para o novo universo? Simplesmente porque para poder se maravilhar é preciso saber o que se está vendo para entender e, somente assim, conquistar um nível a mais de percepção. Quando se consegue subir este primeiro nível, uma de euforia incontrolável nos toma as emoções.
Antes de construir
E como, então, alguém pode alcançar tal nível de percepção com poucos recursos? E mais, compartilhar com outras pessoas? A resposta possui 2 caminhos: Se você conhece ou ouviu falar de alguém já iniciado na observação astronômica, vá atrás dessa pessoa. Pergunte a ela sobre referências na área observacional e observe o céu noturno junto com essa pessoa (quanto mais pessoas, melhor!).
Agora, se você não conhece e muito menos ouviu falar de alguém que tenha um mínimo de conhecimento sobre astronomia, então mãos à obra! Você terá que descobrir o universo sozinho! Mas não se preocupe, nada que um livro, uma carta não resolvam.
No caso do livro, procure por introdução a astronomia observacional ou astronomia amadora. Uma indicação pessoal é o "Manula do Astrônomo Amador", de Jean Nicolini (http://books.google.com.br/books?id=40pEAAAACAAJ&dq=manual+do+astr%C3%B4nomo+amador).
Bom, depois do livro a carta. Esta carta é uma carta celeste, mas que pode ser substituída por um planisfério (http://www.if.ufrgs.br/~fatima/planisferio/planisferio.html), que é muito mais fácil para o iniciante que uma carta.
Com um conhecimento prévio e um planisfério em mãos, é só praticar as observações e continuar lendo sobre o assunto em revistas e na internet.
Depois de passar por estas etapas, a aquisição de um binóculo é indicada e, posteriormente de um telescópio de pequeno porte (lembrando que a luneta é uma alternativa ao binóculo ou instrumento didático para crianças e adolescentes).
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Telescópios refratores
Saudações astronômicas!
Bom, antes de falar sobre o que estou trabalhando no momento, vou discorrer brevemente o que realmente é um telescópio refrator.
Um telescópio refrator é formado por duas lentes: a objetiva e a ocular.
A primeira faz o papel da captação de luz, e quanto maior o diâmetro da objetiva, mais luz será captada. Mas isso não quer dizer que a qualidade aumentará também. Isso porque a luz difrata ao passar pelo material da qual a lente é feita. Ou seja, para melhorar a qualidade juntamente com o aumento do diâmetro da lente é preciso que o material da lente seja acromática, ou seja, não difratar a luz.
A segunda funciona como uma lente de aumento e é localizada no foco da objetiva.
Bom, agora que já disse algo sobre refratores vamos ao que estou fazendo com eles:
Eu pesquisei e construí, com materiais encontrados no comércio, 4 (quatro) refratores de baixo custo. Para quem quiser ver os detalhes de como construir uma entre em (http://www.oba.org.br/cursos/astronomia/lunetacomlentedeoculos.htm)
Porém as minhas lunetas não possuem monóculos de fotografia como ocular, mas sim uma lente de máquina fotográfica com distância focal de 4 cm.
Bom, vamos as lunetas que construí: A primeira foi no primeiro semestre de 2007 com uma lente objetiva de 2 graus (sempre positiva) com 50mm de diâmetro, que resultam numa distância focal de 1/2 m. Isso significa que a lente ocular será posicionada a 0,5 m de distância da lente objetiva. Com ela, os tubos utilizados foram um tubo de esgoto marrom de 50 cm de comprimento e 50mm de diâmetro; e um tubo de esgoto branco de 40 cm de comprimento de 40mm de diâmetro.
Com este eu ainda não havia feito o tripé de madeira, portanto era difícil tirar algo com a imagem sempre tremendo um pouco. Mas ainda sim tirei bastante dele sem tripé. Consegui enxergar crateras na lua com facilidade, mas claramente este tamanho não é o mais indicado para impressionar alguém com a imagem da lua. Teoricamente ele aumentaria 12,5 vezes, mas não é o que realmente ocorre. Ainda não sei o porquê mas ocorre. Numa experiência para um trabalho para a faculdade realizei um teste para medir o real aumento da luneta e o resultado foi de um aumento de 6,2 vezes, ou seja, a metade. Portanto a Lua, com um tamanho aparente de 0,5º ficará com um tamanho aparente de 6,2 x 0,5 = 3,1º. Para entender o que significa esse 0,5º do tamanho aparente, estique um dos braços, cerre o punho e estique o dedo indicador para cima. O diâmetro da ponta do dedo é de aproximadamente 1º.
O segundo que fiz, usei uma graduação de 1º para a objetiva e portanto de 1m de distância focal. Com a mesma objetiva de 4cm de distância focal, o aumento teórico será de 100/4 = 25 vezes, lembrando que o aumento é a distância focal da objetiva dividido pela distância focal da ocular. E já que a experiência realizada por mim sugere que o aumento prático seja a metade do teórico, ele será de 12,2 aproximadamente (?).
Com este a impressão que se passa para alguém que esteja olhando pela primeira vez a Lua através de um telescópio é bem melhor, mas ainda pode ser melhor.
Com o terceiro o aumento foi superado pela falta de qualidade do sistema. A lente que utilizei foi de 0,5º com uma distância focal de 1/0,5 = 2m. Portanto o aumento teórico será de 200/4 = 50 vezes e o prático sugerido de 25 vezes (?). Com ele foi possível ver uma Lua bem maior, porém planetas e estrelas não devido a focalização. Ou seja, a baixa qualidade do sistema não permitiu a focalização.
Com o quarto usei uma graduação intermediária: 0,75º, com uma distância focal de 1/0,75 = 1,33m e aumento teórico de 133/4 = 33,25 vezes e prático de 16,6 vezes(?). Ainda não pude testá-lo devido ao tempo. Ele só ficou pronto anteontem e desde então o tempo tem estado nublado. Pretendo ver as 4 maiores Luas de Júpiter, verificar as fases de Vênus e talvez os anéis de Saturno.
Bom, antes de falar sobre o que estou trabalhando no momento, vou discorrer brevemente o que realmente é um telescópio refrator.
Um telescópio refrator é formado por duas lentes: a objetiva e a ocular.
A primeira faz o papel da captação de luz, e quanto maior o diâmetro da objetiva, mais luz será captada. Mas isso não quer dizer que a qualidade aumentará também. Isso porque a luz difrata ao passar pelo material da qual a lente é feita. Ou seja, para melhorar a qualidade juntamente com o aumento do diâmetro da lente é preciso que o material da lente seja acromática, ou seja, não difratar a luz.
A segunda funciona como uma lente de aumento e é localizada no foco da objetiva.
Bom, agora que já disse algo sobre refratores vamos ao que estou fazendo com eles:
Eu pesquisei e construí, com materiais encontrados no comércio, 4 (quatro) refratores de baixo custo. Para quem quiser ver os detalhes de como construir uma entre em (http://www.oba.org.br/cursos/astronomia/lunetacomlentedeoculos.htm)
Porém as minhas lunetas não possuem monóculos de fotografia como ocular, mas sim uma lente de máquina fotográfica com distância focal de 4 cm.
Bom, vamos as lunetas que construí: A primeira foi no primeiro semestre de 2007 com uma lente objetiva de 2 graus (sempre positiva) com 50mm de diâmetro, que resultam numa distância focal de 1/2 m. Isso significa que a lente ocular será posicionada a 0,5 m de distância da lente objetiva. Com ela, os tubos utilizados foram um tubo de esgoto marrom de 50 cm de comprimento e 50mm de diâmetro; e um tubo de esgoto branco de 40 cm de comprimento de 40mm de diâmetro.
Com este eu ainda não havia feito o tripé de madeira, portanto era difícil tirar algo com a imagem sempre tremendo um pouco. Mas ainda sim tirei bastante dele sem tripé. Consegui enxergar crateras na lua com facilidade, mas claramente este tamanho não é o mais indicado para impressionar alguém com a imagem da lua. Teoricamente ele aumentaria 12,5 vezes, mas não é o que realmente ocorre. Ainda não sei o porquê mas ocorre. Numa experiência para um trabalho para a faculdade realizei um teste para medir o real aumento da luneta e o resultado foi de um aumento de 6,2 vezes, ou seja, a metade. Portanto a Lua, com um tamanho aparente de 0,5º ficará com um tamanho aparente de 6,2 x 0,5 = 3,1º. Para entender o que significa esse 0,5º do tamanho aparente, estique um dos braços, cerre o punho e estique o dedo indicador para cima. O diâmetro da ponta do dedo é de aproximadamente 1º.
O segundo que fiz, usei uma graduação de 1º para a objetiva e portanto de 1m de distância focal. Com a mesma objetiva de 4cm de distância focal, o aumento teórico será de 100/4 = 25 vezes, lembrando que o aumento é a distância focal da objetiva dividido pela distância focal da ocular. E já que a experiência realizada por mim sugere que o aumento prático seja a metade do teórico, ele será de 12,2 aproximadamente (?).
Com este a impressão que se passa para alguém que esteja olhando pela primeira vez a Lua através de um telescópio é bem melhor, mas ainda pode ser melhor.
Com o terceiro o aumento foi superado pela falta de qualidade do sistema. A lente que utilizei foi de 0,5º com uma distância focal de 1/0,5 = 2m. Portanto o aumento teórico será de 200/4 = 50 vezes e o prático sugerido de 25 vezes (?). Com ele foi possível ver uma Lua bem maior, porém planetas e estrelas não devido a focalização. Ou seja, a baixa qualidade do sistema não permitiu a focalização.
Com o quarto usei uma graduação intermediária: 0,75º, com uma distância focal de 1/0,75 = 1,33m e aumento teórico de 133/4 = 33,25 vezes e prático de 16,6 vezes(?). Ainda não pude testá-lo devido ao tempo. Ele só ficou pronto anteontem e desde então o tempo tem estado nublado. Pretendo ver as 4 maiores Luas de Júpiter, verificar as fases de Vênus e talvez os anéis de Saturno.
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