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domingo, 6 de novembro de 2016

ExoMars: Busca de Vida em Marte pelos Europeus

No século XV até o início do século XVII o mundo viveu um período histórico conhecido como Era dos Descobrimentos (ou Grandes Navegações). O mundo do ponto de vista europeu, naturalmente. Iniciado com os portugueses, esse período conectou o mundo, possibilitando ao cartógrafo flamengo Abraham Ortelius publicar na Antuérpia em 1570 o "Theatrum Orbis Terrarum", reconhecido como o primeiro mapa mundial.
O que se viu nesse período foi, independente das motivações, a busca e a conquista de territórios (rotas, na verdade) desconhecidos para eles.
Agora, quase seis séculos depois do início, uma nova fase de exploração européia, liderada pela ESA em cooperação com a Roscosmos. O programa, que se iniciou no início de 2016 com o TGO (Trace Gas Orbiter) que irá buscar traços de gases na atmosfera marciana, investigar como a água e a atividade geológica varia e buscar sinal de vida presente ou passada em Marte. Juntamente com o TGO, o módulo conhecido como Shiaparelli também já está em Marte no momento deste artigo (06/11/2016). Ele é um módulo de demonstração de entrada em aterrissagem.
Em 2020, a segunda e última parte desta empreitada se dará com o lançamento de um veículo com uma perfuradora, dotado de instrumentos dedicados ao estudo de exobiologia (ou astrobiologia) e geoquímica.
Roscosmos irá prover um lançador de prótons para ambas as missões.



Fontes:



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Telescópio Espacial HUBBLE: Imagens que Valem Bilhões e Bilhões

Em 1990 era lançado para a órbita da Terra o primeiro telescópio que  não seria atrapalhado por nenhum fenômeno óptico na atmosférica, podendo captar imagens sem essa interferência. Mas o telescópio batizado com o nome do responsável por alterar nossa percepção de escala no universo com a descoberta de galáxias e a expansão do universo. Percepção essa que nos fora mais uma vez alterada brutalmente, com as estonteantes imagens que nos proporcionou, tanto por sua beleza plástica quanto seu impacto sociocultural. Porque sim, o Hubble se tornou inevitavelmente um ícone cultural, além de uma ferramenta científica. Ele estava em todas as mídias da época, e ainda está. Pois não deixou de fazer descobertas que somente ele seria capaz. A mais tocante, para mim, foi quando vi a imagem na TV da icônica  Hubble Ultra Deep Field mostrada na antológica série Cosmos, idealizada e narrada pelo astrônomo Carl Sagan.
O universo possui aproximadamente 13.8 bilhões de anos e, antes do Hubble, os telescópios terrestres não podiam ver além de galáxias há 7 bilhões de anos-luz, sendo incapazes de fornecer dados para um modelo de formação de galáxias jovens.

Imagem:  NASA, ESA, G. Illingworth, D. Magee, e P. Oesch (University of California, Santa Cruz), R. Bouwens (Leiden University), e o time HUDF09


A imagem acima foi obtida com uma técnica de fotografia bastante conhecida. Ela foi formada de várias fotografias de uma mesma região, resultando em uma superexposição. 10 anos de exposição, utilizando as imagens da antiga foto Ultra Deep Field e outras para formar a eXtreme Deep Field.
Conforme a distância que a luz percorre ela se estica. E dada a enorme distância, da ordem do tamanho do universo, as ondas de luz pendem para o espectro vermelho, tendendo a ficarem não observáveis no espectro visível aos olhos humanos. Por isso o Hubble recebeu câmeras infra-vermelhas e pôde processar a Ultra Deep Field e as posteriores imagens do céu profundo no infra-vermelho, revelando galáxias mais jovens, menores, tempestuosas e distantes.
Seu lançamento, em abril de 1990 marcou o mais significativo avanço científico em astronomia desde que Galileo apontou uma luneta para o céu noturno, quase 4 séculos antes. E graças a quatro missões de reparos e mais de 26 anos em operação, nossa visão do universo e nosso lugar nele jamais serão as mesmas.



Fontes:


Acessado em 03/11/2016


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Astronomia na sala de aula

Uma aula de física pode se tornar mais interessante aos olhos dos alunos quando a matéria alcança a astronomia. Isso porque ela se vende melhor, com mais atrativos visuais e informações totalmente fora do senso comum e novidades a todo instante. Sempre há algo novo sendo descoberto e o universo a ser explorado. O mesmo espírito aventureiro que instigou europeus a atravessarem o oceano rumo ao desconhecido desperta dentro dos alunos quando apresentados à essa extraordinária ciência.
Na última quarta-feira, 1, entreguei revistas sobre os mais variados temas relacionados à astronomia, como o sistema solar, exploração espacial, observação celeste e cometas. Separados por grupos de 2 ou 3 alunos fizeram uma leitura analítica de temas nunca antes apresentados sem maiores aprofundamentos. Alunos outrora dispersos e desinteressados se maravilhavam com a nova percepção da natureza que lhe surgia.
Os alunos ainda não sabem, mas na próxima quarta-feira, 8, cada grupo irá apresentar para os demais o que aprendeu com sua leitura analítica, qual a relevância do tema em questão, responder, naturalmente, a eventuais questões levantadas ao longo da discussão. Posteriormente, lhes apresentarei uma luneta caseira, explicarei sua função, descoberta e modo de utilização. Como a aula é diurna, não teremos como observar a lua ou as estrelas. Talvez o sol esteja disponível, mas lembrando sempre que nunca se deve olhar o sol diretamente através de um telescópio, do contrário corre-se o sério risco de uma cegueira imediata. Essa observação deve ser realizada indiretamente, projetando-se a imagem em um papel opaco ou em uma parede.
Com isso espero salvar o ano dessa turma, que ficou tanto tempo sem professor na disciplina de física (uma turma de 1º ano do Ensino Médio de uma escola pública da periferia de Londrina).