Essa missão será a última a ser enviada ao Hubble, que será substituído em 2013 por outro telescópio espacial altamente sofisticado. Lançado ao espaço há 18 anos, o Hubble revolucionou a astronomia ao permitir esquadrinhar mais profundamente o universo, sem as distorções da atmosfera terrestre e está em órbita a 575 km da Terra.
Com ênfase nas experiências astronômicas do autor, este blog também dá importância às notícias mais importantes e fenômenos da astronomia e astronáutica.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Nasa adia para maio missão de manutenção do Hubble
Essa missão será a última a ser enviada ao Hubble, que será substituído em 2013 por outro telescópio espacial altamente sofisticado. Lançado ao espaço há 18 anos, o Hubble revolucionou a astronomia ao permitir esquadrinhar mais profundamente o universo, sem as distorções da atmosfera terrestre e está em órbita a 575 km da Terra.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Dia Nacional da Astronomia
Coincidentemente, nesta ocasião os planetas vênus e júpiter, que se encontram bem próximos (em conjunção) são cruzados pela Lua, formando uma tripla conjunção. O fenômeno tem seu início no dia 30/11 e termina no dia 02/12 com a Lua. Sem a Lua a conjunção entre os planetas persiste até por volta do dia 10/12, onde Mercúrio se aproxima de Júpiter e uma nova tripla conjunção acontece, desta vez com Mercúrio no lugar de Vênus no entardecer dos dias 28 e 29/dez.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Astronomia no Brasil
Para se mudar algo e melhorar nossa relevância internacional nas pesquisas físicas necessitamos de um plano de ataque cujo alvo sejam as crianças (ou seja, nada de imediatismo). Só elas podem ser afetadas para que algo se torne comum em suas vidas naturalmente, assim como aparatos tecnológicos os são comuns, a ciência também pode. Naturalmente algo do dia a dia delas deveria fazer parte da mudança e se acostumar com a ciência também, como por exemplo a TV. Mas convenhamos que isso seria praticamente impossível, tendo em vista que a TV visa lucro com anúncios e imaginam que seus telespectadores preferem não pensar. Portanto quando a população pedir ciência eles darão. Mas o inverso é praticamente impossível.
Grupos amadores de astronomia deveriam sensibilizar as prefeituras de suas cidades para a construção de pequenos observatórios, que possuem baixo custo e podem criar um ponto turístico. Em cidades pequenas professores de física e matemática aposentados poderiam se responsabilisar pelo observatório. Em cidades grandes professores e pesquisadores da área poderiam fazê-lo. Com este pequeno poderio seremos capaz de instigar, incentivar e duvilgar o conhecimento para todos e as boas conseqüências serão inevitáveis.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Sol pode viajar pela Via Láctea
Jornal do Brasil
NOVA YORK - A antiga teoria de que as estrelas migram é sustentada num novo estudo publicado na revista Astrophysical. Segundo a pesquisa, cerca da metade das estrelas em nossa vizinhança celestial podem ter viajado longas distâncias pela Via Láctea, e o Sol pode ser uma delas.
Em simulações computadorizadas de uma galáxia hipotética semelhante à Via Láctea, em prazo de 10 bilhões de anos, o diretor científico do estudo, Rok Roskar, constatou que, sob as condições corretas, um braço em espiral da galáxia poderia arremessar uma estrela a uma órbita circular mais ou menos ampla.
– As pessoas presumem que assim que uma estrela se forma no interior de um disco galáctico, ela se mantém em órbita mais ou menos fixa em torno de sua galáxia. A realidade pode ser bem mais complicada e interessante que isso – afirmou Roskar, estudante de pós-graduação em astronomia na Universidade de Washington, em Seattle.
A simulação, que demandou mais de 100 mil horas de uso de computador, sustenta a teoria de que as estrelas migram, uma idéia já antes sugerida, segundo Roskar.
– As estrelas podem se mover na direção do centro da galáxia ou para a periferia, enquanto mantêm uma órbita circular.
E existe uma chance de 50% de que o nosso Sol tenha feito isso, de acordo com a simulação. A pesquisa também sugeriu que cerca da metade das estrelas em um raio de 130 anos-luz de nosso Sol fizeram viagens galácticas como essas.
As estrelas são feitas de metais pesados e materiais que elas extraem de seu ambiente ao nascer. O conhecimento convencional dispõe que os ingredientes das estrelas – medidas por espectrógrafos ou análise cromática – nos informam sobre a região galáctica onde uma estrela foi formada.
Mas caso as constatações da equipe de Roskar sejam verdadeiras, as estrelas não necessariamente se originariam no local em que foram observadas, o que tornaria difícil a análise de regiões galácticas com base na composição dos astros. Para Roskar, as constatações “oferecem uma explicação interessante” para a variação em composição química de estrelas.
O astrônomo da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Jerry Sellwood, que estudou a migração de estrelas, afirma que os resultados de Roskar ajudam a deitar luz sobre aspectos anteriormente intrigantes.
– Esse é um trabalho que altera algumas de nossas idéias básicas sobre como podemos compreender a história da Via Láctea, com base no estudo daquilo que vemos hoje.
[00:31] - 01/10/2008