quarta-feira, 23 de abril de 2008

Conjunção entre a Lua e Júpiter - Observação mo BREU

Neste sábado, 26 de abril, um fenômeno chamado "conjunção" poderá ser observado no céu de Londrina. Uma conjunção ocorre quando, do ponto de vista do observador, dois corpos celestes (A e B) ficam, coincidentemente, numa mesma região do céu que, neste caso, A e B serão a Lua e Júpiter. E, com membros do GEDAL para auxiliar as observações, elas ficam ainda mais proveitosas.

A partir das 21 horas os membros do GEDAL estarão reunidos no B.R.E.U. (Base Reservada para Estudos do Universo) alguns telescópios para a observação deste fenônomeno, além de marte, saturno, várias nebulosas (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa) e aglomerados (http://pt.wikipedia.org/wiki/Aglomerado_estelar). O GEDAL pede para quem possuir telescópios, lunetas ou binóculos para que levem seus instrumentos para o B.R.E.U. para compartilhar e para instruir na sua utilização, se for o caso.

Para quem não sabe ir ao B.R.E.U. , o caminho é fácil: siga pela Av. Salgado Filho (atrás do Aeroporto de Londrina) e, a partir do Tiro de Guerra, conte 11,7km. Ao final do trecho asfaltado da Estrada do Limoeiro, a estrada que é bem estreita forma uma espécie de “balão”, utilizado pelos ônibus de transporte coletivo para fazer o “retorno”. É justamente neste “balão” onde montamos os equipamentos. Depois deste local, a estrada se divide em duas, ambas de terra.

terça-feira, 22 de abril de 2008

São Pedro não ajudou...

Nos últimos dois eventos do GEDAL (Grupo de Estudos e Divulgação de Astronomia de Londrina) a chuva marcou presença, espantando o público e cancelando os eventos.

O primeiro foi no sábado 11/04/2008 no qual seria realizado a 2ª Noite Internacional de Astronomia de Calçada, evento idealizado em homenagem ao astrônomo amador John Dobson, que fundou o Sidewalk Astronomers (astrônomos de calçada), cujo objetivo era popularizar a astronomia.
Ficamos alguns membros do GEDAL na praça nishinomiya (local do evento) durante aproximadamente uma hora caso aparecesse alguém. E apareceram algumas pessoas para conferir se o evento seria realizado ou não. Conversamos um pouco sobre o evento e tiramos algumas dúvidas sobre astronomia com essas pessoas.

O segundo foi no sábado 19/04/2008, evento mensal do Na Rua de Olho pra Lua no qual seria sorteado uma luneta com lente de óculos com um tripé de madeira, além dos já habituais sorteios de brindes da NASA e da ESA.
Ficamos também durante algum tempo e algumas pessoas vieram confeir. Uma delas até trouxe um pequeno refrator. Conseguiram ver a Lua por alguns instantes, mas o evento em si não ocorreu mais uma vez.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Para construir uma luneta caseira

Saudações Astronômicas!

Finalmente vou postar algo sobre a construção desses pequenos instrumentos que, para muitos, podem ser as portas para um novo e incomensurável universo! Nesses posts sobre a trajetória completa sobre a construção de uma luneta astronômica serão expostos vários aspectos que orbitam a luneta de baixo custo, tais como finalidades, os materiais empregados e onde encontrá-los no comércio, uso e aplicações, entre outros.

Para começar, vamos falar sobre do que é feito este instrumento. A luneta caseira é constituída de uma lente objetiva (lente que capta a luz) feita numa óptica comum; canos de esgoto, um monóculo de fotografia ou uma lente de máquina fotográfica para usar como ocular (onde se vê a imagem). É isso, 2 lentes e canos, nada mais.

Percepção

Com ela, pessoa que a construiu, se não tiver conhecimento algum sobre o céu noturno e astronomia, não vai estar fazendo as coisas do modo correto. Mas por que? Por quê uma pessoa sem conhecimentos prévios de astronomia e uma experiência básica observacional não iria se maravilhar com o que exite do outro lado da porta para o novo universo? Simplesmente porque para poder se maravilhar é preciso saber o que se está vendo para entender e, somente assim, conquistar um nível a mais de percepção. Quando se consegue subir este primeiro nível, uma de euforia incontrolável nos toma as emoções.

Antes de construir

E como, então, alguém pode alcançar tal nível de percepção com poucos recursos? E mais, compartilhar com outras pessoas? A resposta possui 2 caminhos: Se você conhece ou ouviu falar de alguém já iniciado na observação astronômica, vá atrás dessa pessoa. Pergunte a ela sobre referências na área observacional e observe o céu noturno junto com essa pessoa (quanto mais pessoas, melhor!).
Agora, se você não conhece e muito menos ouviu falar de alguém que tenha um mínimo de conhecimento sobre astronomia, então mãos à obra! Você terá que descobrir o universo sozinho! Mas não se preocupe, nada que um livro, uma carta não resolvam.
No caso do livro, procure por introdução a astronomia observacional ou astronomia amadora. Uma indicação pessoal é o "Manula do Astrônomo Amador", de Jean Nicolini (http://books.google.com.br/books?id=40pEAAAACAAJ&dq=manual+do+astr%C3%B4nomo+amador).
Bom, depois do livro a carta. Esta carta é uma carta celeste, mas que pode ser substituída por um planisfério (http://www.if.ufrgs.br/~fatima/planisferio/planisferio.html), que é muito mais fácil para o iniciante que uma carta.
Com um conhecimento prévio e um planisfério em mãos, é só praticar as observações e continuar lendo sobre o assunto em revistas e na internet.
Depois de passar por estas etapas, a aquisição de um binóculo é indicada e, posteriormente de um telescópio de pequeno porte (lembrando que a luneta é uma alternativa ao binóculo ou instrumento didático para crianças e adolescentes).

Sonda detecta anel em Rea, lua de Saturno

Um grupo de astrônomos obteve, pela primeira vez, o indício de que podem existir anéis ao redor de um satélite natural. A segunda maior lua de Saturno, Rea, deve possuir o tipo de formação que existe em maior escala no próprio planeta em torno da qual ela gira.

Os cientistas, que fizeram a descoberta analisando imagens recolhidas pela sonda americana Cassini, da Nasa, publicam hoje um estudo sobre o achado na revista americana "Science" (http://www.sciencemag.org/). Os autores afirmam que o trabalho ajudará a entender melhor como os planetas se formam. Os quatro maiores planetas do Sistema Solar -Júpiter, Saturno, Urano e Netuno- têm anéis, e a Terra provavelmente teve os seus antes de adquirir a Lua tal qual a conhecemos.

Grupo de astrônomos obteve, pela primeira vez, o indício de que podem existir anéis ao redor de um satélite natural de Saturno
"Todos os planetas, quando estavam sendo formados, provavelmente tiveram anéis em diferentes momentos", diz Geraint Jones, astrônomo da Sociedade Max Planck, da Alemanha, um dos autores do novo estudo. "É fascinante achar um possível [anel] que ainda existe nos nossos dias em um corpo pequeno como Rea."

Segundo o pesquisador, a característica dessa lua que denunciou a provável presença de anéis foi o fato de a Cassini não ter conseguido detectar muitos elétrons ao seu redor.

Rea fica dentro do campo magnético produzido por Saturno, que aprisiona elétrons e íons (partículas eletricamente carregadas). Por causa disso, os pesquisadores esperavam ver um rastro de elétrons perto da superfície da lua, à medida que ela os fosse absorvendo. Mas não foi o que aconteceu.

Os elétrons, afirmam os cientistas, desapareciam muito aquém do esperado, como se algo os estivesse bloqueando. Um anel de poeira e pedregulhos é a explicação mais plausível para o fenômeno, diz Jones.

"Há evidência de que algo está absorvendo elétrons ao redor dessa lua", diz o astrônomo.
"Um disco de fragmentos ao redor dessa lua é a explicação mais simples que podemos obter e que se encaixa nos dados que nós temos."

O anel provavelmente se formou quando um corpo menor se chocou com Rea. O impacto teria levantado uma trilha de escombros que começou a orbitar a lua, diz Iannis Dandouras, cientista planetário no CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França, que também assina o estudo na "Science".