quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

2009 - Ano Internacional da Astronomia


400 anos se passaram desde que Galileo Galilei apontou uma rústica luneta para o céu. Com este ato, um largo passo fora dado para o entendimento do universo. Mas infelizmente parece que o Brasil não gosta muito de ciência pura e portanto estamos atrazados uns 250 anos em relação a outros países tanto no ramo da pesquisa quanto no quesito conhecimento público. Neste ano de 2009, teremos um gancho para melhorar esta situação: O Ano Internacional da Astronomia.

Para comemorar esta data em Londrina, as atividades já começaram com palestras e observações com o GEDAL e o MCTL.

Informações sobre futuras atividades no blog do gedal.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Nasa adia para maio missão de manutenção do Hubble

A Nasa adiou para 12 de maio o envio do ônibus espacial Atlantis para missão de manutenção do telescópio Hubble, informou a agência espacial americana. O lançamento estava previsto inicialmente para outubro deste ano, mas a unidade que coleta e envia dados à Terra a partir do Hubble estava defeituosa, pelo que os engenheiros ainda trabalham numa peça de reposição, segundo um comunicado.

Essa missão será a última a ser enviada ao Hubble, que será substituído em 2013 por outro telescópio espacial altamente sofisticado. Lançado ao espaço há 18 anos, o Hubble revolucionou a astronomia ao permitir esquadrinhar mais profundamente o universo, sem as distorções da atmosfera terrestre e está em órbita a 575 km da Terra.
Fonte: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dia Nacional da Astronomia

Ontem (02/dez) foi o dia da astronomia no Brasil. A data é uma homenagem ao patrono da astronomia em nosso país: Dom Pedro II. O imperador foi um grande entusiasta e maior incentivador de ciências e especialmente astronomia dentre os estadistas brasileiros.

Coincidentemente, nesta ocasião os planetas vênus e júpiter, que se encontram bem próximos (em conjunção) são cruzados pela Lua, formando uma tripla conjunção. O fenômeno tem seu início no dia 30/11 e termina no dia 02/12 com a Lua. Sem a Lua a conjunção entre os planetas persiste até por volta do dia 10/12, onde Mercúrio se aproxima de Júpiter e uma nova tripla conjunção acontece, desta vez com Mercúrio no lugar de Vênus no entardecer dos dias 28 e 29/dez.




sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Astronomia no Brasil

Pesquisa de relevância é um sonho de astrônomos no Brasil. A discrepância de vermos noticiados resultados importantes de cientistas brasileiros se restringe a área médica (apenas um exemplo: Cientistas da USP criam primeiras células-tronco embrionárias brasileiras). Por aqui observatórios que poderiam render mais são freados pela localização inadequada. O LNA (Laboratório Nacional de Astrofísica), cuja sede é em Itajubá - sul de Minas Gerais, possui seu subordinado observatório a 37 km de distância da sede, entre os municípios de Brazópolis e Piranguçu, chamado de Observatório Pico dos Dias. Acontece que esta região é chuvosa demais para possibilitar muitos dias de observações contínuas, atrapalhando a consistência ou até mesmo inutilizando dados de observações. Naturalmente não há interesse político na implantação de centros de pesquisa na área das ciências físicas por falta de apelo popular e resultados imediatistas. Por isso os pesquisadores e incentivadores da astronomia, especificamente, têm de se contentar com poucos minutos de observação em grandes telescópios bem localizados. Estes observatórios construídos nos últimos anos no deserto chileno em sua maioria, foram financiados por consórcios entre vários países incluindo o Brasil (o SOAR é onde temos maior participação e o GEMINI é o maior telescópio).

Para se mudar algo e melhorar nossa relevância internacional nas pesquisas físicas necessitamos de um plano de ataque cujo alvo sejam as crianças (ou seja, nada de imediatismo). Só elas podem ser afetadas para que algo se torne comum em suas vidas naturalmente, assim como aparatos tecnológicos os são comuns, a ciência também pode. Naturalmente algo do dia a dia delas deveria fazer parte da mudança e se acostumar com a ciência também, como por exemplo a TV. Mas convenhamos que isso seria praticamente impossível, tendo em vista que a TV visa lucro com anúncios e imaginam que seus telespectadores preferem não pensar. Portanto quando a população pedir ciência eles darão. Mas o inverso é praticamente impossível.

Grupos amadores de astronomia deveriam sensibilizar as prefeituras de suas cidades para a construção de pequenos observatórios, que possuem baixo custo e podem criar um ponto turístico. Em cidades pequenas professores de física e matemática aposentados poderiam se responsabilisar pelo observatório. Em cidades grandes professores e pesquisadores da área poderiam fazê-lo. Com este pequeno poderio seremos capaz de instigar, incentivar e duvilgar o conhecimento para todos e as boas conseqüências serão inevitáveis.